Hoje

Gente, voltei… Arebaba!!

Escrevo pra vocês (olha, parece que eu tenho uma vasta lista de leitores né? Queridos Leitores!! rsrs) para falar sobre uma palavra: Hoje.

Hoje é uma palavra realmente muito utilizada, e por isso mesmo, muito comum, sem graça até… O passado é muito mais familiar, já vivemos, já sabemos como é, e o futuro… ah, o futuro é um sonho, ali, todo decorado e perfeito.

E o hoje? Ah, hoje é isso aí que está acontecendo…  é o “atualmente” tão escrito em e-mails, apresentações comerciais e reportagen… Tá, eu sei, falar sobre o hoje é bater na mesma tecla, mas vou tentar dar o meu tom ao tema.

Um dia você acorda e simplesmente fala: O que aconteceu? Pensa em tudo que planejou realizar (percebem o passado e futuro ali, lado a lado?) e percebe que perdeu todos os ”hojes” escritos nas entrelinhas…  Momentos em que você quase não estava lá, de tão preocupado com o antes e o depois.

Um dia você acorda mal humorado, um dia atrasado, um dia preocupado.. e assim você segue, quase sem ver as pessoas que ama (pais/ namorados/filhos/amigos), sem demontrar seu amor, sem realizar suas vontades, e pelos mesmos motivos de sempre: Não posso viver o hoje por falta de tempo ou de dinheiro. Mas vou me planejar, para que, no futuro, eu os tenha. E o tempo passa…

Um dia você acorda amargurado, magoado, triste, e só consegue pensar no que aconteceu (passado) e no que você fará (futuro) para amargurar, magoar e entristecer a pessoa que te agrediu, e com isso não sobra tempo e visão para perceber que esta pessoa também pode estar triste, querendo seu perdão. E o tempo passa…

Um dia você acorda  atolado de trabalho, de provas, de afazeres domésticos, e esquece uma data especial, perde aquela festa, aquele almoço na casa dos seus pais/amigos, mas promete que vai se programar para não esquecer mais, ou para ir no próximo evento. E o tempo passa…

E isso se prolonga de uma tal maneira, tão automatizada, que você simplesmente se acostuma a se desculpar por tudo, ao invés de fazer algo para mudar a situação.

Até que finalmente um dia você acorda, e se depara numa cama, doente, impotente. Ou pior, você se depara na frente de uma cama, e vê alguém que você ama ali, doente, e você, impotente. E neste momento você pára, respira, olha em volta, e vive o hoje, perplexo por não conseguir se lembrar e compreender quando as coisas “saíram do eixo” e você não viu nada. E deste dia em diante você vive o hoje, intensamente, mas para se despedir dos seus queridos ou para se despedir de alguém querido.

Nestes momentos percebemos o quanto somos estúpidos por correr tanto todos os dias, sem prestar atenção em nada, por querer controlar a agenda para os próximos dias, meses, anos, e por relembrar tantas vezes tudo que já foi. E sabe por quê? Porque infelizmente, muitas vezes, só conseguimos viver o  hoje plenamente, quando estamos ou alguém muito importante pra nós está partindo.

Queridos, não vivam o hoje somente para se despedir. Aproveitem mais o “seus hojes“, olhem ao redor, abracem sem pressa, tenham tempo para um café e nunca se esqueçam de duas coisas: Perdoar e Amar.

Reflexão-Desabafo.

Eu vou e volto,

Beijo e Abraço

Aline

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