Nos últimos tempos vim digerindo uma série de acontecimentos e sentimentos, e cheguei a uma palavra: falta.
Falta de um tempo em que a mudança brusca era a do tempo… sol, chuva, frio, calor.
Hoje o frio e o calor são mais que temperatura… Eles também doem, mas doem por dentro, no coração, na alma, na mente, enfim…
Foi uma das poucas vezes em que eu tive vontade de sentar e chorar, chorar sem ter para onde olhar, nem o que falar, nem o que fazer. Doeu. Muito. Foi uma visão que não irá embora. Uma falta que vai marcar presença sempre.
Foi uma dor aliviada, agradecida por ter te tirado do sofrimento, mas foi funda. Por mim, por ele, por todos. Neste dia me faltou a palavra, o ar, o controle.
Nosso convívio foi o oposto. Passei a sentir assim quando já era “grande”. Foi aí que passei a conhecer sua história, sua vida. E aquela foto em que estamos parecidas? Falta das suas panquecas. Falta do seu modelito de inverno. Falta de você domingo.
O tempo não ensina como não sofrer, mas ensina a controlar melhor todo turbilhão que explode quando coisas assim acontecem.
Você me mostrou que era especial, justamente porque nunca forçou o convívio tradicional. Me conquistou assim, jogando sal em sapo de noite… rs.
Descanse, te amo.
Às vezes a mente se ocupa demais, o coração se preocupa demais, e os sentimentos transbordam, mas sempre num horário inconveniente è Falta de sono.
Falta de poder pegar no colo, abraçar e dizer: Calma, isso vai passar. É só um susto. Logo mais tudo estará ok… Falta de poder estar do lado, lá, agora. Falta de ter tempo para estar junto nestas horas, falta de pressentimentos suficientes pra ligar antes. Falta de conhecimento pra explicar, falta de poder resolver. Falta.
Grandes acontecimentos nem sempre são belos como a amplitude que possuem. Mas é a parte de um todo, parte de um tempo, parte de uma história.
A vida é isso mesmo, mostra por vários caminhos, calmos ou tortuosos, as mudanças que constroem nossa “bibliografia”. Fases de copo meio cheio… Falta de metade do copo, que logo mais enche novamente.
Pra quem é acostumado a rir pra parede, o bom é que, quando as lágrimas se soltam, o sorriso teima em aparecer só pra marcar território. Falta de bom senso? Pode ser…
Mas acho que a tristeza não tem o direito de aparecer sozinha. Se há de ter tristeza, que venha, mas sempre acompanhada de um sorriso. Pode faltar tudo, menos esperança. E é isto que o sorriso representa quando sentimos falta.
Bem, não sei se tudo saiu como deveria, mas nem sempre explicar demais é necessário.
Eu vou e volto.
Beijo e Abraço,
Aline
setembro 15, 2009 às 1:44 pm
Normal sentir a falta de alguma cosia! O segredo é preencher o vazio que ela deixa com pensamentos positivos!!
Love you, flower!